ao menos à noite refrescou um pouco.
os dias agora correm, mas ainda são escorregadios
na vertigem de um prazo.
como se diz, tem dias e dias
e horas e horas
em que a memória se dissipa em meio às não sei quais ocupações da mente
memória que toma corpo às duas da manhã, na hora mais que de dormir — ah, as nossas horas!
memória que torna essa própria hora absurda, intolerável
a hora fatal de todos os dias
se dissipando de novo e se desfazendo aos poucos nos braços da química.