se os sonhos são território do impossível, nunca foram o da sua realização. se o que faz o sono é nos colocar desnudos bem perto daquilo que na vigília é desejo, faz isso para reiterar a angústia da impotência diante do impasse, com o qual se estabelece uma convivência, nesse regime paralelo que se dá sempre em torno do limite. estar de volta à escola e ter consciência de haver negligenciado o trabalho. ter que dirigir e conduzir um carro escada acima. estar por horas acompanhado de alguém a quem não se pode dirigir a palavra. ou o que o valha. na iminência ou antes dela acorda-se com uma pergunta roçando a língua, dali a pouco não se pensa mais nisso, e o resto é o seguimento do dia
às vezes é bom acordar
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sísifo, larga o carro e sobe a pé. só cuida pra não subir de joelho.
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