Rilke na sofrência

(Rainer Maria Rilke, [1875-1926])
do “Livro da peregrinação”, em “O livro das horas”

Apaga-me os olhos, eu posso te ver
Arranca-me os ouvidos, posso te escutar
E sem os pés eu posso a ti correr
E sem a boca ainda posso te invocar

Quebra-me os braços, eu te abraço
Com meu coração, como com uma mão
Para-me o coração e meu cérebro irá pulsar
E se me ateares fogo à razão,
Então será no sangue que irei te carregar.

(Rainer Maria Rilke)

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