Não há o que fazer com o coração.
É uma caixa preta.
Não há transplantes, nem enxertos
de sentimentos.
Não se pode dize-lo por que bater,
e é tola a pretensão de querer
bancar a pantomima do maestro:
não há gestos nem batuta
capazes de impor ritmo
a um coração alheio.
Não há o que fazer.
É preciso aceitar as leis da natureza
de que algumas cavidades
só ressoam a uma determinada
e precisa frequência.
A harmonia
é tão simples
quanto é rara.
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