sentado no chão da varanda
na casa da minha avó
a rua deserta
os grilos os barulhos da noite fresca de verão
um cachorro late ao longe
outro responde
uma vaca muge
o vento bate mansamente numa palmeira fazendo um farfalhar das folhas
do meu lado num vaso
o pinheiro do natal passado
já despido das luzes e trajes festivos
um gato cruza a rua
um vizinho apaga uma luz
em algum lugar um talher cai no chão
e um pernilongo zombe no meu ouvido
acendo “o último zingue-lingue das férias”
pra logo ir dormir
amanhã é acordar cedo pra viajar
volta a sp
recomeço
sinto uma garoazinha fina nas pernas
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