fiquei feliz em reecontrar meu EP de 68 com o Bandeira lendo uns poemas dele. Talvez eu devesse reclamar aqui minha nacionalidade pasargadense, mas vamos de “Consoada”:
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
pois então digo eu:
abri as portas do meu coração para que você entre
arrumei toda a casa para que você venha
mas vem —
flores morrem à tua espera.
se não for isso, há de ser o pneumotórax: trinta e três…
ou melhor: um tango argentino.
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