— e que tipo de poema é esse?
— uma canção.
— Isso! Mas por quê? Quantas sílabas fortes ele tem?
— Dizem que quatro ou cinco, ou algo assim.
Mas na verdade, não sei contar e nem me importo.
Não sou matemático, não sou engenheiro,
pra conceber a poesia como um jogo de jambos e troqueus
como alguém que brincasse de Lego.
Eu leio o poema, eu ouço o poema,
e ele me soa como uma canção.
E isso me basta.
O que ele causa em mim, me basta.
Não faço questão de qualquer análise ou —
Deus me livre! — interpretação.
Deixem o poema ser o que ele é.
Deixem o poema em paz.
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